segunda-feira, 26 de março de 2007

Desmancha

O palhaço se pinta
o palhaço sorri
pasta branca e batom
o nariz feito rubi



A platéia se encanta
a platéia aplaude
pulos e gritos
a alegria em seu auge



O artista se deprime
o artista mente
lágrimas e gemidos
a arcada aparente



O público se espanta
o público duvida
ouvidos e lábios
a verdade invalida



E a criança percebe
E o ator se lava
E ninguém mais entende
O que o poeta cantava



sexta-feira, 23 de março de 2007

domingo, 18 de março de 2007

Uns tomam éter...eu tomo ironia!

Querido diário,

Sim: querido diário. Não, esse blog não tem o intuito de ser uma exposição virtual do meu cotidiano. Mas antes acusem que ele o seja, já o faço de pronto.


Como você sabe (os diários são oniscientes), nunca gostei dessa história deixar publicamente tudo o que acontece com a própria intimidade. Quer registrar a memória? Escreve só pra você. Quer ser ouvido? Conte aos amigos. Não tem amigos? Pois, faça!


No entanto, estou aqui, neste exercício um tanto quanto esquizofrênico, escrevendo para ser lida. E por que não? Porque sim. Porque me deu vontade. Como dizem os franceses, parce que. Sobre o quê? Sobre o que eu quiser. Novidades, reflexões, poesias, desabafos, opiniões, queridos-diários(!!!)...cultura e bobagens.


E você, meu caro leitor, espero que se divirta por aqui. Comentando ou não, fico feliz pela ilustre visita. E se não gostar, dou-lhe um piparote e prossigo faceira.


Ok, prometo não dar uma de engraçadinha sempre. Eu acho, né (é melhor não prometer nada aos diários)...

Antes que a esquizofrenia se agrave, já me despeço. Não será “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia”. Afinal, como uma boa menina doce e meiga que sou, não o deixarei sem os meus

Beijinhos azuis,

Cris