segunda-feira, 23 de abril de 2007

Brincadeira de criança

Quem não se lembra do Jogo da Vida, do Banco Imobiliário ou do Detetive? (Se você é pivas, pegue seu iPod e dirija-se ao blog ao lado).

Pois é, o mundo “real” não é muito diferente. Gente grande brinca de assinar acordos, de fazer investimentos e de criar protocolos. A única diferença é que esses joguinhos, por vezes, envolvem muito, muito dinheiro.


- Um dinheirão! Uia! Daí os adultos dizem que é tudo de verdadinha!
- Mas é tudo de mentirinha, não é?
- Shhhhhhhhh! Não conta pra eles, não vamos estragar a brincadeira!
- All right. Keep the change.
- Minha mãe não deixa.

(...)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Sing for the year!

(Foto: Bianca di Benedetto; Bia™ Hurricane; Bia Bittencourt; Bioca...)

Cheiro de clássico, de memória, de nostalgia. Gosto de moderno, de entusiasmo, de adrenalina. O show do Aerosmith foi sensacional!

Velvet Revolver, que fez abertura, mandou bem. Ou, no linguajar deles, they were fuckin’good. Além do mais, sempre quis ver o Slash tocar. E o Scott Weiland, com sua calça tomara-que-não-caia, me fez dar boas risadas. (Aos amiguinhos eu-não-ouço-banda-comercial: desculpem os comentários “rasos”).

O Steven Tyler demorou a entrar... Deve ser porque estava caprichando no pancake, na chapinha e no lápis-de-olho. Tudo isso somado às plásticas, às luzes no cabelo e ao bronzeamento artificial que ele deve ter feito especialmente para a vinda ao Brasil.
Mas não foi em vão. Afinal, o quase sexagenário mantém a jovialidade que o público pede no palco. E, mesmo sendo feio (sim, feio)...How sexy he is! Oh, yes, he is!!! O que é aquela boca? Aquela voz? Aquele vento nos cabelos? E toda aquela performance e presença de palco?

Sem falar no Joe Perry. Mesmo loucão, jamais perde a elegância. Arregaçou – literalmente – na guitarra! Como ele consegue uma melodia que faz sentido, chicoteando um pobre instrumento musical com a camisa? Alguém me explica?

Pois é. O guitarrista não teria brilhado tanto, se o vocalista não reconhecesse a luz do companheiro e não saísse do palco. E o fulgor de Tyler não seria tão forte, se ele não tivesse essa nobreza. Uma atitude tão simples, mas tão admirável. Raridade.

Falando em luz, que emocionante a generosidade da platéia acendendo os isqueiros e ligando os celulares em “Dream on”! Nada de novo, mas não deixa de ser tocante. O público também era espetáculo.

A banda estava perfeita. "Janie's Gotta a Gun", "Living on The Edge" e a que não poderia faltar “Cryin’”. Surpreendeu com “I don’t wanna miss a thing”. É verdade que faltou “Crazy”, “Amazing” e “Pink”. Sobrou conformismo do público no final. Mas nada que prejudicasse a grandiosidade do espetáculo.

Um evento inesquecível. Pelo show que nos encheu de alegria e nos fez esquecer todas as nossas mazelas por alguns instantes. Pela companhia e o carinho de amigos especiais - a melhor parte de tudo isso –, apesar da falta de alguns.

Foi bom demais! Tão bom que dá tristeza. Que dá arrepio só de lembrar. Que não me fez resistir ao clichê de escrever aqui sobre essa noite mais forte e mais intensa que tantos dias!

"And dream until your dream comes true..."


terça-feira, 10 de abril de 2007

Manhê, eu quero!!!


É ele que eu quero!

(...)

Quando eu crescer, vou casar com o Calvin!;)
(Haroldo, você será o padrinho!)

sábado, 7 de abril de 2007

A última tentação de Cris...

No dia da Paixão do Senhor, os carrinhos de pipoca exalam um odor ainda mais inebriante na porta da igreja.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Lôôôôcooo!

“Tá explicado porque quiseram cortar a cabeça de Luís XVI e de Maria Antonieta”, pensava eu, durante o filme, descobrindo o óbvio ululante.

Embora Mme. Coppola tenha pintado a delfina de cor-de-rosa, chega a dar ânsia todo aquele desperdício de pompa e luxo no palácio de Versalhes. Ainda mais sabendo que resto da França morria de fome.

Tinha acabado de sair da Reserva Cultural, depois do meu impulso já-que-estou-na-paulista-vamos-dar-uma-de-cult, quando resolvi entrar na Cásper, para pedir meu diploma. Aproximei minha carteirinha do leitor da catraca: “aluno bloqueado”.

- O quê? COMO assim?
- A partir do momento em que você colou o grau, sua carteirinha não tem mais validade na instituição. A gente precisa telefonar na secretaria para autorizar sua subida.

A minha vontade era invadir a sala da diretora à la girondina (ou jacobina, se preferir). Mas lembrei que era brasileira, não francesa.
Pra que discutir? A gente dá um jeitinho! Eu só quero meu diploma mesmo!
Pois é.

Tá explicado, porque eu tenho a sensação de ser uma completa imbecil toda vez que grito, junto com o a bateria da faculdade, “Eu sou mais Cásper!”.

Tá explicado, também, porque a torcida do “exército vermelho” se empolga muito mais no “Lôôôcoooo, lôco, lôco, lôco, lôcooo...”.

Eu fui da Cásper.