quinta-feira, 19 de julho de 2007

Afinal, o importante.



O importante é a rosa
(Gilbert Bécaud)
Você que anda no vento
Sozinho na cidade grande demais
Com a amargura tranqüila do transeunte
Você que ela deixou
Para correr na direção de outras luas
Para correr na direção de outras fortunas
O importante...
O importante é a rosa
O importante é a rosa
O importante é a rosa
Acredite
Você procura algum dinheiro
Para fechar sua semana
Na cidade, você passeia rebolando
Pândego, pôr-do-sol
Você passa em frente dos bancos
Se você é só pândego
O importante...
O importante é a rosa
O importante é a rosa
O importante é a rosa
Acredite
Você, pequeno, que seus pais
Deixaram sozinho na terra
Pequeno passarinho sem luz, sem primavera
Na sua jaqueta de pano branco
Faz frio como na Boêmia
Você tem o coração como na quaresma
Porém ...
O importante é a rosa
O importante é a rosa
O importante é a rosa
Acredite
Você para quem, na base do troco,
Cantei estas linhas
Como para te fazer um sinal por acaso
Diz por sua vez agora
Que a vida só tem importância
pela flor que dança
Sobre o tempo
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
Crois-moi


sábado, 14 de julho de 2007

Mariana


Filomena resolveu conhecer a casa de crianças abandonadas e portadoras de deficiência mental. Autistas, portadores de síndrome de Down, disléxicos, esclerosados. Doenças que nem ela mesma sabia que existiam. Estava lá por curiosidade, compaixão, orgulho próprio e porque tinha de relatar a tal experiência na faculdade. Em meio a tantas intenções híbridas, entrou e pensou “quero amar essas pessoas”. Bem sabia que, mais difícil que amar aquelas pessoas, era amar o seu dia-a-dia e aqueles que o acompanham. Mas acreditava que, lá, poderia aprender mais sobre o amor.
Ao entrar naquele lugar, a primeira impressão que teve foi de estranhamento, medo. Sentia que estava com um bando de loucos. Algumas crianças tinham tantos tiques que pareciam estar encenando uma comédia. Ou uma tragédia. Filomena, tomada por uma grande aversão, se atemorizava com aquele cenário.
“Quero amar essas pessoas”, decidiu.
Como quando passa um vento, teve a idéia de encarar cada um como um único mundo, ao invés de enfrentar diretamente o coletivo que tanto a assustava. Foi assim que conseguiu, na sua limitação, conhecer, entender e amar cada um dali. Ao entrar numa sala, via uma criança e olhava-a nos olhos. Reconhecia nela um universo. Reconhecia-se nela. Já não sabia mais se o paciente não era o “louco” que imaginava ou se, na verdade, era ela a insana. Passou a perceber que, no fundo, doentes ou sãos, todos somos o mesmo.
Encantou-se com muitos dali. Sentiu maiores dificuldades de amar outros, sobretudo os mais agressivos.
Depois de tantos encontros especiais, Filomena conheceu Mariana, uma menina de doze anos que tinha convulsões constantemente. Ela era esperta e boa, mas as crises a deixavam perturbada, tiravam-lhe a paz.
Mal tinham acabado de se conhecer, Mariana começou a entrar numa crise convulsiva. Filomena, tomada de compaixão, sentou-se no chão e deitou a cabeça da menina em seu colo. Passou a afagar-lhe os curtos cabelos e pedir, incessantemente, à Estrela da Manhã, que a acalmasse, que a tirasse da crise, que lhe trouxesse a paz. Cada carícia na cabeça de Mariana era uma conta no rosário. Cada respiração da enferma, uma oblação.
Aos poucos, a Estrela da Manhã aliviava a dor de Mariana, acalmando-a, acalentando seu coração. Paulatinamente, a respiração de Mariana voltou a normalizar, seus músculos já não estavam mais rijos e a paz reinava em sua alma, iluminada por aquela Estrela. Filomena experimentava a alegria de amparar alguém e compartilhava da paz que sua nova amiga conquistava.
Filomena jamais esqueceria daquele dia. Aprendera que mesmo os mais imperfeitos como ela poderiam iluminar até o mais fundo dos oceanos, se assim quisessem e acreditassem. Vivia a certeza de que todos poderiam alcançar mais que a Estrela, mas a própria Manhã, embora soubesse que ela mesma ainda estava muito longe dela.
Filomena, naquele dia, experimentou, de maneira especial e verdadeira, um pedaço do que é a felicidade.

(No momento, Filomena está triste. E não quer alegrar-se. Porque alegria traz esperança, e a esperança, decepções. Rezem por ela).

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Aff...

"Sonhar com: Dente
Fracasso amoroso, aborrecimentos, prejuízos financeiros".
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"Dentes - Os dentes representam os parentes, a família, as pessoas íntimas, a interpretação profana... Esotericamente, os dentes são armas de defesa e ataque de que está dotado o que sonha e, por extensão, sua capacidade de construir e realizar, vencer, elevar-se social ou profissionalmente. Sonhar que está arrancando dentes significa que lhe estão sendo tiradas as possibilidades de luta, a inibição ou derrota. Dentes cariados sugerem doença; falhas nos dentes, prejuízo; dentes quebrados, acidente. A tradição árabe atribui aos dentes superiores a representação onírica dos homens da relação do que sonha; enquanto as mulheres estão representadas pelos dentes inferiores. Sonha que escova os dentes é sinal de que os sofrimentos e inquietações por que passa serão detidos e a vitória ocorrerá em sua vida. Do ponto de vista da psicanálise, os dentes representam as muralhas de defesa contra o mundo exterior".
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"DENTES
Outro símbolo de agressividade, vitalidade e energia. Se eles caem, indicam doença ou falecimento de alguma pessoa próxima. Se um dente cair na nossa mão, pode sugerir um nascimento. Se eles estão sãos e limpos, indicam aumento da sua influência pessoal ao seu redor. Se estão sujos, expressam vergonha em relação a algum membro da família. Se os dentes são belos e bem dispostos, significam bons presságios, aumento de poder e riqueza. São também sinônimos de saúde. Dentes cariados fazem temer a perda de um parente. Pouco limpos, é que existe um elemento vexaminoso [sic] na família. Enfim, malcheirosos, anunciam discussões familiares. (...) Cuspir os dentes corresponde a transtorno inspirado por calúnias. Quem sonha que está desdentado, ficará como o único sobrevivente da família. É sempre sinal de mau agouro sonhar com dentes, pois denota- complicações de toda espécie, brigas e discussões. Sonhar que estão caindo é medo de perda de libido".
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E quando você sonha que comeu parte da arcada dentária de um pirata do Caribe (que não é o Jack Sparrow)? Foi lá, tirou um pedaço dos dentes dele, com colherinha e tudo, tal qual se faz com um pedaço de pudim?
Pois é...