segunda-feira, 24 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Gestos

Eu tenho vários textos para escrever. Um que devo há tempos. Tenho muito sono também. Mas, dessa vez, achei melhor não deixar pra lá. Porque você merece.


Também poderia fazer um poema, escrever em terceira pessoa, para me preservar, mas não, vai ser "eu" e em prosa mesmo. E tem de ser publicado aqui. Porque eu quero que minha a ingênua sensação de que você vai ler esse texto seja um pouco mais verossímil.

Infelizmente, a gente carrega por muito tempo, quiçá para sempre, os nossos defeitos, logo, eu, distraída que sou, esqueci o seu nome. Mas não é por isso que você é menos importante.


Pois é, eu estava com incontinência lacrimal. O adjetivo não é novidade, mas a incontinência...O que era aquilo? Era ininterrupto e contínuo, quase involuntário, como o coração que bate. Aquele momento em que você quer tirar todas as mazelas do seu interior. Em que você sente que todos os seus valores mais preciosos se transformaram em complexos. Em que você só enxerga, no espelho da sua alma, imagens turvas e disformes.


Éramos eu, o queijo-quente, o Toddynho (na verdade era Nescau) e a incontinência. Naquele instante, eu pensava que faltavam mesmo homens viris, corajosos e decididos no mundo.


Demonstrações públicas de afeto. As pessoas precisam aprender a ter mais demonstrações públicas de afeto. Isso não significa que eu não ache detestável como as profundezas do inferno (sim, eu leio o blog do Luís Mauro) esse desperdício de "eu te amo" a torto e a direito, como se fosse um simples "alô" ou "vai chover, né". Mas é preciso aprender a demonstrar os sentimentos, o que se pensa. Para se conhecer e dar-se a conhecer. Não basta gostar só lá dentro, escondidinho. Afinal, o ser humano é feito de corpo e alma. Logo, o corpo precisa se manifestar. Não apenas por reações meramente instintivas, porque daí não vale. Isso até os cães e os papagaios sabem.


Foi, então, que você surgiu, querido J. Palavras certas, afáveis, breves e convenientes. Sem exagero.


Eu nem deixei você falar, na verdade. Tamanha era a minha vergonha.
Acho que cairia bem, aqui, um final apoteótico com um beijo ardente, mas, no caso, eu precisava mesmo era colocar uma sonda nos olhos, por isso, tão logo, saí rumo ao banheiro mais próximo.

Tenho receio de não ter expressado a minha gratidão a você. Temo, mais ainda, que você desista de ser assim, voltado para os outros. Por isso escrevo aqui, para que minha pueril imaginação me conforte e me faça sentir que você sabe que fez o melhor, por menor e desimportante que esse gesto possa parecer.


E para não dizer que faltou: obrigada!


Um beijo, um queijo e um percevejo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Cafejeste

Café deveria ser o símbolo da canalhice: quente, cheiroso, bonito, sedutor. Quando você experimenta, é amargo, ruim, por vezes, frio e aguado.

Mas tem gente que vicia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Partida

Não adianta menina,
desfaz esse sonho,
que o amor que ele sente
nunca foi igual ao seu

Anda, seca essas lágrimas
que de tão antigas só sobrou o sal
tirou o doce do encanto
que já não é igual ao seu

Aquieta a mente, não te culpes
entende de uma vez que são coisas da vida
e o sentimento nem sempre
vai ser igual ao seu

Esquece, deixa partir a velha história
o que nunca foi de partilhar.
Nem todo coração
está disposto igual ao seu

Vai, que o coração já provou que ainda bate
procura logo um novo amor.
Vai, que só resta você no salão,
os confetes e serpentinas estão largados no chão

Deixa pra lá essa sina
de Pierrot e Colombina
os papéis estão trocados
desse jeito não combina

Subtraia, pois não há o que dividir
a soma do meu nunca será igual ao seu

Agora enfrente, vá em frente
Diga adeus ao seu...
ao seu que nunca foi teu
ao seu que foi sonho solitário
ao sonho que nunca pôde se transformar em nós


("Poema-luva" do
Flickr da Larissa, menina-mulher genial, especial. Nada mais propício.)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Trocadeiros

Porque, além de engraçados, os caras colocam muita bailarina no chinelo (não é nem na meia-ponta, hein?rs)

Confira o site.
Vale a pena assistir aos vídeos no YouTube também.

Apresentações dia 18 e 19 de setembro no Theatro Municipal de São Paulo.