sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Oh la la!

Passado o Oscar, eu ainda estou em choque. Não sabia mesmo que a Marion Cotillar, vencedora do Oscar de melhor atriz deste ano, era tão bonita. Vou chamar a dupla Didier Lavergne e Loulia Sheppard para me ajudar a me maquiar para próxima festa que eu for. Em troca, dou-lhes um petit gâteau legitimamente americano.



Em tempo
O filme, "Piaf - Um Hino ao Amor", é ótimo. Forte, doce, belo, piedoso e ardente. Pra quem não viu: prepare-se para um - justificável - chororô.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Lock


É Quaresma

Alice parou de espiar pelo buraco da fechadura.

É Quaresma

não pra esquecê-lo

É Quaresma

não para que ele corresse atrás

É Quaresma

Mas faz tempo que ela precisava cuidar do seu jardim.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

¡Arriba!

Ao contrário do que se costuma fazer, gosto de associar as bebidas a uma virtude e não a um vício. Foi tomando minhas doses (duas apenas) de tequila nesse carnaval, que eu entendi porque gosto tanto dessa bebida.

Aliás, a primeira vez que eu experimentei tequila pra valer foi em um carnaval há alguns anos. Lembro das minhas amigas, todas animadas, procurando algum bar que vendesse a bebida para eu experimentar. Eu estava achando tudo aquilo muito engraçado e, ao mesmo tempo, inseguro e constrangedor. Finalmente, a pista do bar premiado abriu, e eu pude experimentar o tal destilado.

Foi divertido. O que eu mais gostei mesmo foi do ritual sal-tequila-limão. Não preciso dizer que eu dei uma babadinha na virada, você já deve ter adivinhado. E fiquei bem – gosto de estar no domínio da situação. Passei a noite feliz e dançando como sempre, mas não teria sido a mesma coisa, se não fosse toda aquela cerimônia carnavalesca.

Das virtudes, a que eu mais gosto é da alegria. E é à alegria que eu associo a tequila. O cheiro, a cor, o caballito, o sal na esquininha entre os dedos, a virada rápida, o limão para dar o gosto final. Sem contar todo o clima latino, como se sempre estivesse tocando salsa de fundo musical.

É claro que o amor não está no ranking das virtudes em geral, ele é superior. Ao amor, eu associaria o vinho, também um caso a parte entre as bebidas. O whisky ligaria à fortaleza. O champanhe é elegância, a festa, o glamour. A cerveja é descontração, o bom humor. A pinga, sagacidade, talvez. O conhaque poderia ser a compaixão, isso porque ele esquenta as pessoas. E por aí vai.

Você pode discordar de mim, mas é assim mesmo que eu vejo as bebidas. De fato, não sou boa entendedora delas, mas e quem disse que precisa entender para expressar o que seu paladar sente? Mesmo porque, sei que eu não tenho a menor vocação para enóloga ou qualquer coisa que o valha. Muito menos pinguça, olha o respeito.
Aos amantes da alegria, eu recomendo. Mas como bem dizem os marketeiros, bons seguidores do velho Aristóteles, tal como vigoram as virtudes, aprecie com moderação.