segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Talagadas

E olhava para o lodo e se enojava.

E olhava para o feno fofo e se entediava.

E olhava para as águas cristalinas e se assustava. ( Deve arder).

Então, olhou para o sangue. Escuro, espesso, denso e incrivelmente perfumado.
E bebeu, bebeu de talagadas, até lavar, saciar, explodir de amor.

domingo, 7 de setembro de 2008

Tragicomédia em 3 (des)atos

Primeiro "Ato"

Cena Única


Esta é a Maria.









Coro


Oooooooi, Maria!

Segundo "Ato"

Cena Única


Este é o Banho.











Coro

Ooooooooooooi, Banho!

Terceiro Ato


Cena I


Um dia, Maria resolveu se encontrar com o Banho. E da farra deles, nasceu o Banho-Maria.











[O Coro não cumprimenta]


Cena II


Daí, a Maria se enamorou pelo Corte.














[Cai o pano]

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pára tudo.

Desta vez, escolhi roubar uma pauta do Fantástico.
(Sim, ontem eu assisti Fantástico. Todos temos nossas máculas.)

A matéria falava sobre a queda do número de filhos por família. Agora, a média é de menos de dois filhos para cada casal, o que pode resultar em uma significativa maioria de famílias sem filhos no futuro.

A personagem que mais me chamou atenção na reportagem foi uma mulher, de 32 anos, que pagou o mico nacional de falar que não tinha filhos por não ter tempo de ter relações sexuais com o marido. (EXCLAMAÇÃO!!!) E que precisa fazer inseminação artificial para ter, digo, fabricar bebês. Para isso ela tem tempo.

Agora, eu digo: como assim? Para que uma mulher trabalha tanto que não tem tempo de ficar com o próprio marido? Para que ganha tanto dinheiro se vive para o trabalho?
Esses questionamentos valem, igualmente, para os homens. Antes que venham aqueles papinhos queima-sutiãs de sempre.

Não quero discutir aqui se você deve ou não ter filhos. O que me indigna é que, hoje em dia, as pessoas se preocupam tanto com suas carreiras, que não tem olhos para a vida como um todo. A paranóia é tanta que, daqui a pouco, vão dizer por aí que dormir, comer e ir ao banheiro é supérfluo. Quer dizer, daqui a pouco nada. Tem muito espertalhão por aí levantando essa bandeira como se fosse um grande trunfo. Que comprem um pinico como troféu.

Nesse furdunço todo, perde-se o essencial, e passa-se a viver num show de talentos alucinógeno, por puro medo de poder parar e ouvir seus próprios pensamentos. É, pensar incomoda.

Agora, cá pra nós, chega mais perto, vou lhe contar um segredinho:

Eles são malucos, todos eles, nos altos dos tribunais, por trás das câmeras e em suas cadeiras de presidente. E querem te fazer de louco por pensar diferente. Shhhhhhhhhhh!