sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Morro no silêncio

Certa vez, ela sentiu arrepio. Não que não o tivesse sentido antes, nem que não o sentiria muitas vezes depois. Mas aquele era diferente. Mãos canalhas em suas costas nuas. O frescor da brisa em seus cabelos provocado pelo movimento do carro dava a ela tão boa leveza, que ela quis prometer ao vento nunca mais se esquecer daquela sensação. Ela era sua e, dela, não poderia ser tirada.

Talvez dois anos mais tarde, subiu no morro do silêncio. Sentiu as pancadas da verdade. Sentiu a ardência do amor sem nenhuma colherinha de açúcar. Sentiu medo. Era vertigem.

Passou-se mais um ano, e aquelas mãos canalhas da brisa noturna secaram como folhas de outono. Ela se lembrou da vertigem de seu amor, que nada tinha a ver com aquele arrepio em chamas. Era o fogo do silêncio – puro diálogo – que desvelou as mãos secas de fétido enxofre. Sem querer mais, a lembrança ficara – não se pode trair o vento – mas apenas para não se esquecer da vertigem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Gosto é gosto né...

Vamos lá, momento desabafo...

Estava falando com um amigo sobre o padrão de beleza masculino e caímos no assunto Justin Timberlake como modelo atual para tal. E eu digo: E-C-A!

Todo efeminado. Credo. E, nem vem...não é preconceito. É conceito, o meu gosto, ok? Você tem o seu, se acha o Justin bonitão, só lamento.

Para mim, homem tem de ser homem, com cara e jeito de homem. Sem firulas.

Em suma, as imagens dizem por si só.

Homem duvidoso:


Homem homem:



Tá, ele não precisa usar roupinhas medievais, nem ter barro na cara, mas serve como um bom contraste para o moçoilo pop star.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Glup!

Tem soluço que é molinho

E a gente manda para fora

De lágrima em lágrima, ele vai embora

Tem soluço que é letrinha

E a gente resolve

De palavra em palavra, ele se dissolve

Tem soluço que é pedrinha

E a gente implica

De gole em gole, ele petrifica

quarta-feira, 5 de novembro de 2008