quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eu vejo a vida melhor no futuro

Querido diário,

Depois de exato um ano e nove meses, o vocativo tomado pela ironia acaba aqui. Não vou mais te chamar assim. Ou melhor, não irei mais chamá-lo. É certo que existe o arrependimento, eu posso vir a mudar de idéia, mas por ora, acabou. Não, não é gracinha do tipo "hei, o Super-homem morreu!", não, não. Mesmo porque não é para tanto. Não é para tanto mesmo.

Vou continuar usando esse espaço (aliás, pretendo atualizá-lo com mais freqüência). Mas, alguns motes repetidos aqui chegam ao seu fim. E esse é o fim do diário da menina rosa e dos beijinhos azuis.

O filho (de dois anos e vinte seis dias) é soluço pedrinha e tornou-se pérola do trabalho bem feito. Está bem lá, onde é devido o seu lugar. Ah! Há ainda tanto mar para se desbravar!

Falando em mar, encontrei meu porto - feliz porto -, e é em sua homenagem paro com você. Depois de amarguras e armaduras, vem o amadurecimento. E o meu não é nem amargo, nem azedo, mas doce, denso e suave. Derrete na boca até não poder mais!

Mas você não vai ficar sem nenhuma lembrança minha, não se preocupe. Te dou minha mamadeira, meu berço e minha chupeta. E já pode ir preparando o riso: vou esquecer do copo e virá-lo tal qual mamadeira. Vou me lambuzar de leite todinha, mas é isso que eu quero. O copo é meu, e a mamadeira é sua. Trato feito.

Ah! Agora, eu tenho mãos que abraçam para me confortar. Sei que fica feliz em saber disso, mal podemos esperar a hora!

E a hora é agora. Vou-me antes que chegue o já vai tarde.

Beijos, simples beijos,

Cris