segunda-feira, 30 de março de 2009

And I say hello...

Enquanto alguns (não vamos ser injustos, não é todo mundo), simplesmente, reproduzem como um dogma pós-moderno que usar preservativo é o melhor recurso para se evitar a AIDS e que o discurso do papa foi descabido na África, segue um artigo de um cientista laico (ou seja, não religioso) estudioso do assunto há 30 anos.

Serve como embasamento para refletir um pouco mais sobre o assunto e relativizar algumas “verdades” prontas. Mas isso é para quem deseja mesmo a erradicação da doença e o bem-estar dos já infectados.

Infelizmente, não existe tradução em português ainda. Mas vale a pena conferir.

Link em inglês.
Link em italiano.



Para aqueles que se utilizam do deboche como recuso argumentativo, é bom lembrar que isso significa nada mais que falta de maturidade, ou melhor, falta de argumento mesmo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Licença

Neste ano, comecei a fazer estágio de licenciatura em língua portuguesa em escola pública. A princípio, achei que iria ser muito entediante e que não ia servir de nada ficar assistindo a aula dos outros, para, quiçá, um dia, lecionar.

Para minha surpresa, eu gostei da coisa. Gostei de observar mesmo. A escola que estou frequentando fica bem pertinho de casa, cinco minutos a pé. Quando eu era pequena, ela tinha fama de ser um péssimo local de ensino. Sempre estudei em escola particular e, em casa, ir para o ensino público era sinônimo de castigo. Tenho um pouco de vergonha de dizer isso, mas era bem assim que funcionava. Lembro da minha mãe dizendo ao meu irmão, que, se ele não se comportasse bem na escola, ia para o “Peixotão”.

O “Peixotão” (apelido dado por nós em casa) é a escola em que faço estágio agora. Para ser bem sincera, não vejo tanta diferença da escola particular assim. Meu preconceito deu com a cara no chão. Claro, a minha amostragem é muito pequena para fazer algum julgamento pertinente. Sendo um pouco mais ousada, acredito que o ensino no Brasil que é deficiente, seja particular ou público.

Existem muitos aspectos a serem levantados com essa experiência que tenho tido, mas o que mais tenho refletido ultimamente é sobre a posição dos professores. Não vou negar que anotei vários lapsos deles no meu diário de estágio, mas penso que eu não conseguiria fazer melhor não. Pelo menos, não por ora.

Ser professor é mesmo uma vocação especial. Neste final de semana, assisti “Entre os muros da escola”, excelente filme, e essa ideia ficou ainda mais latente na minha cabeça. Não basta você saber a matéria, é preciso saber transmitir. Não basta transmitir, é preciso saber receber. Não basta dialogar, é preciso educar.

Agora, quando se trata de um país, onde se acredita que quem não consegue produzir, coitado, vai ser professor (sim, eu lembro), fica muito difícil falar de educação séria mesmo.

Mas isso fica para próxima página do caderno...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pode olhar;)

Disseram-me que esta musiquinha lembrava a minha pessoa. Não sei por quê. rs. A propósito, gostei muito de Little Joy:)




Em tempo, obrigada ao Cristian por me ensinar a colocar musiquinhas no blog!=)

PS - Mas podem me ver dançando, eu procuro fazê-lo como se ninguém estivesse ali;)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Você-Sabe-Quem...

- E, então, resolvi matá-los.

- Continue, por favor.

-Primeiro, pensei usar uma faca, mas fui covarde. Usei um revólver antigo. Dois tiros, um em cada, foram o suficiente. Respondeu maniqueisticamente fleumático.

- Certo. E depois?

- Depois, queimei os corpos e incendiei a casa. Você sabe, essa cidade é pequena e pacata. Vai haver muito mexerico, mas não vai levar a nada.

-E por que quis matar seus pais? Perguntou o cura, com o corpo virado de lado, apertando as mãos suadas metodicamente.

-Por que não mataria os responsáveis pela minha infelicidade?

-Então, não se arrepende.

-Não, obviamente.

-Não poderá receber a absolvição.

-Não poderá contar a ninguém.

-Procure um psicólogo ou um mudo para ouvi-lo. Disse o cura, deixando o confessionário.