terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Doce de panela

A você que merece toda minha gratidão

A você que tingiu minha roupa branca, das mais brandas cores

A você que me fez olhar para dentro

A você que, todo mês, depositou a quantia que eu precisava. Nem mais, nem menos

A você que mais uma vez me disse NÃO. E me fez buscar todos os sins.

[E continuo buscando...Onde, onde, meu Deus?!]


A você, que no seu fim derradeiro, me fez descobrir que meu oráculo sempre esteve ali, e eu não via

[De fato, ainda não vejo, mas agora sei onde está]


A você que me calou as letras, mas me fez lembrar que elas ainda têm voz

A você fez descobrir que meu amor é de circo

A você que me revelou na descoberta da infância


Que me fez descobrir o improviso

Que me fez sentir o sabor

Que me fez ser de novo


Meu muito obrigada. E que o próximo dê-lhe os mais belos frutos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Clareou!


http://clareada.blogspot.com/
http://clareada.blogspot.com/p/o-projeto.html
http://clareada.blogspot.com/2011/09/do-que-se-passou-ate-agora-em-clareada.html


Atelier Piratininga
Rua Fradique Coutinho, 934
Vila Madalena - São Paulo
F. 11 2373 0224
atelierpira@gmail.com

Vai lá ;-)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

sábado, 19 de março de 2011

Au jour d'oui

“Eu preciso me mostrar bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar bonita”




quarta-feira, 2 de março de 2011

Colorê

Não adianta negar. Escolher dói. E muito. Perfura, torce. Debalde, ousa destrinchar – não se destrói a liberdade.

O que aniquila mesmo é não abraçar as escolhas...
(Às vezes escolhemos errado, de certo. Mas o tempo é generoso: há sempre o novo para recomeçar)
...Aí é ferida aberta, com sangue e água que não estancam mais.

Escolher é dizer não para todo resto e sim a uma legião de outras novidades nunca dantes pensadas.

E não adianta se acovardar: não optar por nada é também uma escolha. Você pode se arrepender, voltar atrás, mas ficam as marcas dos caminhos idos e vindos.

Eu optei por isso, e dói demais. E o mais incrível é que quanto mais eu mergulho nesse mar, mais respiro aliviada.

Escolho esse mistério que eu sei que jamais será desvendado por completo.
Escolho descamar cada dia esse véu de subtração, que se desdobra e se unifica.
Escolho esse paradoxo: a maior loucura da minha vida, onde busco a sanidade.

Escolho. Vacilo. Remo.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bélica

Vim buscar o que encontrei
Para perder-me de novo
Antes fechar o buraco no peito

Vim pedir de novo socorro
Para sentir gelar a espinha
Então fincar as pernas bambas

Vim visitar este mundo cor-de-rosa
Para tirar o retrato do que me rasgou
Doravante registrar a minha cura

E depois queimar a dor.