sábado, 19 de março de 2011

Au jour d'oui

“Eu preciso me mostrar bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar bonita”




quarta-feira, 2 de março de 2011

Colorê

Não adianta negar. Escolher dói. E muito. Perfura, torce. Debalde, ousa destrinchar – não se destrói a liberdade.

O que aniquila mesmo é não abraçar as escolhas...
(Às vezes escolhemos errado, de certo. Mas o tempo é generoso: há sempre o novo para recomeçar)
...Aí é ferida aberta, com sangue e água que não estancam mais.

Escolher é dizer não para todo resto e sim a uma legião de outras novidades nunca dantes pensadas.

E não adianta se acovardar: não optar por nada é também uma escolha. Você pode se arrepender, voltar atrás, mas ficam as marcas dos caminhos idos e vindos.

Eu optei por isso, e dói demais. E o mais incrível é que quanto mais eu mergulho nesse mar, mais respiro aliviada.

Escolho esse mistério que eu sei que jamais será desvendado por completo.
Escolho descamar cada dia esse véu de subtração, que se desdobra e se unifica.
Escolho esse paradoxo: a maior loucura da minha vida, onde busco a sanidade.

Escolho. Vacilo. Remo.